ela se sentia feliz em saber que aquele homem que cortava unhas sentado na tampa do vaso enquanto ela tomava banho era o mesmo que lhe dizia “te amo” diariamente com um bobo sorriso adolescente há cinco confortáveis anos
que era o mesmo que besuntava seus pés de creme para um sono tranquilo
o que fazia o arroz dos seus jantares
que foi o primeiro a um dia acordar do seu lado
e o único que não desistia de tentar entendê-la mesmo quando não podia.


