license to confuse

Janeiro 27, 2009

carta aberta

Arquivado em: Uncategorized — licensetoconfuse @ 10:56 pm

Bom, com toda pieguice de início de ano, quando dizem que é época de renovar as esperanças e blá, blá, blá… Eu resolvi seguir o pensamento e ajeitar a minha vida voltando todos os meus pensamentos apenas naquilo que possa fazer bem pra mim.

E começo pelo meu coração. Ele sempre foi frágil demais e agora é hora de livrá-lo de todas as mágoas e frustrações que passei nos últimos anos e nada mais prático do que começar a livrá-lo de você.

Finalmente posso me sentir livre de toda agonia em que eu me coloquei a partir do momento em que me dediquei a absorver as suas palavras. Não o culpo por nada, fui eu que resolvi deixar entrar os seus pensamentos e agonias e compartilhá-los com os meus sentimentos.

Prefiro que esta seja uma despedida unilateral: eu digo “adeus” e viro as costas sem nunca mais olhar para trás, sem, sequer, ouvir o que você possa vir a dizer. O momento agora é meu de egoísmo e faço muito em dar alguma satisfação, mas faz parte do meu tratamento dizer o que penso, e como ele é meu tratamento, eu escolho dizer sem ouvir. Porque não viria a acreditar, mesmo, em qualquer nova palavra sua. Seu silêncio já me disse tudo.

Peço um favor final: não me procure, não me escreva, não me ligue, não tente me convencer de que eu possa estar errada, não perca seu tempo, você sempre foi ocupado demais para dar qualquer satisfação então não se dê ao trabalho de fazê-lo agora. Soaria um pouco pior que o vazio desse tempo que passou sem ecoar qualquer palavra, não se humilhe.

Você deve se lembrar daquele filme “Brilho eterno de uma mente sem lembranças”. Eis aqui o final do tratamento: escolhi você pra iniciar minha vida nova, ou melhor, resolvi iniciá-la sem você. Sinta-se anistiado de toda e qualquer dívida que tenha comigo e saiba que agora eu me sinto mais feliz.

E saiba que mesmo assim, aprendi muito com você. Aprendi a não me iludir mais e isso, sim, vai ser muito importante pra mim.

Obrigada.

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