que gosto quando dói
que sinto quando diz
que amo quando faço
que tento não dizer
que me contradigo
que me perco num abraço
que rodopio num beijo
e que só quero contigo
que gosto quando dói
que sinto quando diz
que amo quando faço
que tento não dizer
que me contradigo
que me perco num abraço
que rodopio num beijo
e que só quero contigo
“antes de tocar eu sinto frio na barriga, durante, eu viajo pra um lugar que eu não sei onde é e quando eu termino, sinto o gosto de ‘leite moça’ na boca. tocar é doce”
- vitor araújo, pianista pernambucano - ph*da!
esgota, acaba e destói.
me faz mais do que sou pra sempre eu ser o que você não tenta ser.
requer forças, estruturas, bases sólidas. tudo que sobe, um dia cai. e pode cair em cima de você. e que vai te segurar se as reformas não forem feitas?
eu só preciso de um pouco mais. me segura. pode ser por pouco tempo, pode ser pra sempre. preciso agora pra não desmoronar de vez em cima de você e te machucar e não mais te ter.
de um lado um direito, do outro a vontade de tentar ajudar, não precisa mudar.
me segura agora, pra ter quem te segure quando precisar.
isso, assim. depois de me olhar, toca.
toca, mas faz direito. não preciso te olhar deste ângulo. vira!
anhan, assim que eu gosto. agora aperta. mais forte por favor. não assim! tá doendo.
mas não faz nada direito, não é mesmo?!
preciso te mostrar sempre? já sabe como é, como é que eu gosto. não gosto de ficar falando.
me fala, o que eu sou? fala, fala, me fala, eu gosto.
gosto assim. gosto de como faz faz. não me olha assim. me envergonha. não gosto.
gosta? gosto de você.
se a palavra “paixão” tivesse como sinônimo um nome de banda seria
“o cordel do fogo encantado“
Lirinha, vocalista do Cordel relembrando os 40 anos da morte do estudante Edson Luís
calma, não me atropela. sem educação. não gosto de você, então não me toca. ai, pele! não preciso sentir seu braço invadindo o meu se eu não te conheço. não me empurra que eu cheguei primeiro. isso, agora acende esse cigarro e bafora toda sua estupidez adolescente na minha cara velha. eu sei, eu não devia estar aqui. mas eu vim, eu também gosto disso. não é pra mim, já me sinto velha, passada demais pra essa balada. danço, gosto, bebo, tá divertido. olha lá, seu amgio voltou, vai me empurrar também pra chegar até você e acender seu cigarro. ai! me queimou! por que não engole estas suas cinzas junto com sua bebida juvenil cor de rosa? jovens… não sabem beber, misturam tudo num copo gigante que mal conseguem segurar, nem beber. o que aconteceu com a cerveja? uma lata e minhas bochechas esquentam, minha visão turva. 3?! já é seu terceiro copo de bebida cor de giz de cera e já quero ir pra casa. pronto. conseguiu. derrubou essa meleca em mim. tem cheiro bom, manchou minha blusa. comprei ontem. desgraçada! beija um beija dois beija três e volta pro primeiro. o segundo vê e não gosta. deixa os dois, procura um quarto. quinto. eu já tô com frio. tenho que por o sono em dia. segunda eu trabalho. amanhã é domingo e preciso dormir cedo. pra isso não posso acordar tarde, vou perder o sono e não vou render. me rendo. sinto a idade, me pesa. mais uma cerveja. só mais uma música e uma certeza. vou-me embora. vou agora. taxi?! e uma porrada: pra onde vamos, senhora?